Medo, por que temos medo?

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Artigo publicado em 22/7/2008 16:40:00 na seção Discussão.

Artigo sobre Medo, por que temos medo?

O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.

O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc.

O medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve aniedade.

O medo pode se transformar em uma doença (a Fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de restruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada.

Artigos relacionados: Como Criamos Nossas Fobias (http://www.comportamento.net/artigos_index.htm) --LeonLopes (discussão)

Pânico é um sentimento acachapante de medo e ansiedade. É um medo repentino e uma ansiedade sobre eventos antecipados.

Na natureza, o "estado de pânico" é um sistema de defesa normal e útil que ativa todas as regiões do cérebro que estão relacionadas à atenção. É como se o animal entrasse em alerta máximo e num processo de fuga. Uma característica, por exemplo, é perder um pouco da sensibilidade nas extremidades do corpo para facilitar a fuga; ferimentos leves são ignorados enquanto um animal foge de seu predador. Porém, para o ser-humano, o pânico em situações que não expressam real perigo, pode ser uma doença que atrapalha o convívio social, chamada de síndrome do pânico. O "medo do pânico" pode se tornar o transtorno do pânico relacionadas a outros tipos de patologia psiquiátrica como crise de ansiedade, depressão, estresse e outros.

Mercado financeiro

Também pode se referir ao mercado financeiro, ou à teoria de sistemas: neste caso, "pânico" é nome dado ao dispositivo de um sistema de segurança que provê ao operador a habilidade de fazer disparar uma sirene e, frequentemente, parar o sistema. O dispositivo de "pânico" é frequentemente iniciado através do pressionamento de um botão visível e de fácil acesso, mas que não possa ser acionado acidentalmente com frequência.

Pânico e o militarismo

O pânico é um grave problema em situações militares. Há uma série de treinamentos dados a sargentos para evitar que tropas sob seu comando entrem em pânico: por exemplo, recolhimento de mortos e feridos da vista dos soldados (especialmente se as baixas forem de seus companheiros de armas), instilação de moral, etc.

Do lado oposto do campo de batalha, há batalhões especializados em gerar o pânico nas fileiras inimigas. Conseguem isso através de auto-falantes (tocando músicas e sons irritantes, como de crianças chorando, cães latindo, etc). Esse tipo de tática ocorreu com frequência na segunda guerra mundial.

Nos tempos modernos, a busca de pânico no inimigo foi parte integrante de uma estratégia declarada das tropas americanas na Terceira Guerra do Golfo. Na ocasião, essa estratégia foi chamada "Shock and Awe" (Choque e Pavor), e foi bem-sucedida no campo de batalha (as tropas iraquianas desistiram de lutar antes que os combates se iniciassem).

 

Artigo publicado por Ricardo Ferreira Esteves em 22/7/2008 16:40:00. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores.
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