Mp denuncia 13 suspeitos de envolvimento na máfia dos fiscais

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Artigo publicado em 22/7/2008 15:25:00 na seção Notícias | Brasil.

Artigo sobre Mp denuncia 13 suspeitos de envolvimento na máfia dos fiscais

O Ministério Público de São Paulo encaminhou à Justiça no fim da manhã desta terça-feira (22) a denúncia contra os 13 envolvidos na máfia dos fiscais. Eles são suspeitos de participar de um esquema que cobrava propina de camelôs ilegais na região do Brás, no Centro de São Paulo.

Dos 13 envolvidos, 11 chegaram a ser presos. A polícia ainda procura dois camelôs foragidos que estão com a prisão preventiva decretada. No dia 15, quatro dos presos foram liberados. Eles vão responder em liberdade.

 

A juíza Maria Fernanda Belli aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo delegado Luis Augusto Storni, que investiga o caso. O grupo, que segundo a polícia chegou a movimentar R$ 1 milhão por mês, responde pelos crimes de formação de quadrilha e concussão (crime cometido por funcionário público).

 

Outras sete pessoas que também tiveram a prisão preventiva decretada seguem presas. Delas, seis foram transferidas para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na Zona Oeste. O sétimo suspeito segue preso no 13º DP, na Casa Verde, na Zona Norte, por ter o diploma universitário.

 

As prisões aconteceram após escutas telefônicas mostrarem que os fiscais avisavam os camelôs das operações contra o comércio ilegal no Brás.

O Ministério Público de São Paulo investiga agora o ex-chefe de gabinete na Subprefeitura da Mooca. Fiscais o acusam de repassar a um dos presos na operação contra o esquema de corrupção no Brás ordens para que ele evitasse ações de fiscalização. Ele foi substituído no dia 15 por um coronel da reserva da Polícia Militar.


 Nova frente

O MP também investiga esquemas semelhantes ao da Mooca em outras seis subprefeituras. O promotor José Carlos Blat já começou a ouvir camelôs e funcionários da Subprefeitura de São Miguel Paulista.

O bairro da Zona Leste tem o centro comercial ocupado pelas barracas de camelôs. Masm segundo a prefeitura, pouco mais de 500 têm autorização para trabalhar. O promotor disse que depois de investigar os esquemas de corrupção nas subprefeituras, a meta do MP será descobrir onde é aplicado o dinheiro arrecadado com a propina.

“A etapa seguinte, uma outra investigação, será quebrar os sigilos fiscais”, disse o promotor José Carlos Blat.

Artigo publicado por Júlio César em 22/7/2008 15:25:00. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores.
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