Biografia de vincent marie viénot de vaublanc

imagem 1 borda
Artigo publicado em 22/7/2008 09:10:00 na seção Política.

Artigo sobre Biografia de vincent marie viénot de vaublanc

Vincent-Marie Viénot, conde de Vaublanc (Fort Dauphin, atual Fort-Liberté, Haiti, 2 de março de 1756 — Paris, 21 de agosto de 1845) foi um político, escrivão francês e católico com tendências monarquistas. Sua carreira política colocou-o lado a lado sucessivamente de Luís XVI, Paul Barras, Napoleão, o Conde de Artois, futuramente Carlos X, e enfim Luís XVIII. Exilado e procurado quatro vezes por diferentes regimes políticos, jamais foi preso, reaparecendo a cada vez em estado de graça. Sua carreira foi longa e movimentada,sendo sucessivamente deputado monarquista durante a Revolução Francesa e durante o Diretório, exilado durante o Terror, prefeito de Napoleão, ministro do interior de Luís XVII e no fim de sua vida política, deputado ultramonarquista. Tornou-se notadamente conhecido pela eloqüência entusiasmada de seus discursos e a reorganisação controversa na Academia Francesa em 1816, quando era ministro do Interior. Ele faz parte dos personagens secundários que atravessaram e marcaram este período da história da França. Homem de caráter firme e íntegro, apoiador moderado das evoluções de 1789, terminou sua vida política na época da Restauração, alcançando a posição de contra-revolucionário extremista.Originário de uma família nobre da Borgonha, ele é o filho mais velho do major Vivant-François Viénot de Vaublanc, comandante do Forte São-Luís, no Forte-Delfim. Nasceu e cresceu em Santo Domingo, onde seu pai era aquartelado. Veio para a França metropolitana pela primeira vez aos sete anos de idade. Após os estudos militares na Escola de cadetes em La Flèche e na Escola militar de Paris entre 1770 e 1774, foi condecorado com a ordem de São Lázaro, antes mesmo de sair da escola, pelo conde de Província e futuro Luís XVIII, grão-mestre da ordem. Foi tenente no regimento da Sarra, propriedade do duque François Alexandre Frédéric de La Rochefoucauld, cujo tio Carlos foi tenente-coronel entre 1776 e 1782. Exerceu o cargo respectivamente nas guarnições de Metz, Rouen e Lille, recebendo uma ordem de missão para Santo Domingo, onde encontrou alguns problemas familiares . Casou-se então com a senhora de Fontenelle, que lhe deu uma filha, voltando à França em 1782. Comprou o ofício do Tribunal dos marechais da França para Dammarie-les-Lys, perto de Melun. Adquiriu ao mesmo tempo uma casa na região. A profissão designada ao assumir sua função foi a de proprietário-cultivador. A missão, consistindo em reconciliar os gentis-homens em caso de litígio, pemitiu-lhe conhecer muitos aristocratas de sua região e deixou-lhe também tempo para cultivar a agricultura, as letras e as artes. Entra na política durante a Revolução Primeiras funções locais quando da convocação dos Estados gerais Seduzido no início pelas novas idéias da Revolução francesa, ele se lança na carreira política e se torna membro da nobreza para o Bailio de Melun, em 1789. Foi eleito secretário da assembléia durante a presidência de Louis-Marthe de Gouy d'Arsy, grande agente do rei encarregado de funções administrativas e judiciárias em Melun, onde trabalhava também o célebre marinheiro e explorador Louis Antoine de Bougainville. Esta assembléia era encarregada de redigir um caderno de queixas para o Rei e nomear um deputado para os Estados gerais. Ele apoia a candidatura de Emmanuel Marie Michel Philippe Fréteau de Saint Just, eleito deputado da nobreza para a administração de Melun e, mais tarde, membro da Assembléia constituinte de 1789. Em 1790, Vaublanc é chamado para as funções de membro e depois de presidente do conselho departamental, também chamado Conselho geral, de Seine-et-Marne. Sua função dá-lhe o direito de presidir o diretório administrativo deste departamento . Queda-de-braço perdida com os jacobinos na Assembléia legislativa Na época da dissolução da Assembléia constituinte, colégios eleitorais são formados para eleger novos deputados. Vaublanc elegeu-se presidente do colégio do Seine e Marne. Em 1 de setembro de 1791, foi eleito oitavo deputado (numa lista de onze) de Seine-et-Marne para a Assembléia legislativa, obtendo 273 votos dos 345 votantes4. Ele foi um dos únicos a ter uma experiência política, especialmente sobre questões relacionadas com as colônias antilhanas, nessa assembléia composta sobretudo de noviços em política, visto que fiéis a seus sermões, nenhum membro da Assembléia constituinte de 1789 havia se candidatado.

Artigo publicado por Claudenilson Freitas em 22/7/2008 09:10:00. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores.
Fonte:

Últimos Artigos em Política

imagem 2