Artigo publicado em 21/7/2008 22:19:00 na seção Agronegócio.
Artigo sobre Descoberto novo fertilizante brasileiro, melhor e mais barato
Todos sabemos que o Brasil tem um potencial agrícola capaz de decuplicar a sua produção atual, mas, também tem um gargalo até agora estrangulador: a dependência externa de fertilizantes, que encarece em muito os custos de produção. Ora, esta dependência está começando a se reduzir. Segundo o laudo n° AI0012/07, do Instituto Biodinâmico, de Botucatu-SP, a empresa paranaense Ipirapar possui "um insumo aprovado de acordo com Normas Internacionais para remineração e adubação de solos". Trata-se do solo natural de Ipirá, um composto natural em forma de rocha, chamada Regolito, formado por diversos minerais de interesse agronômico, que sofreram modificações por milhares de anos, tornando-se utilizável imediatamente, sem qualquer tratamento, para qualquer tipo de plantas, desde grãos a hortifrutigranjeiros.
Como age
O solo natural de Ipirá é um composto mineral natural, que enriquece a fração natural dos solos através de sua solução, liberando nutrientes para as plantas de maneira gradativa, sem agredir o meio ambiente. Por se encontrar em diferentes estágios de intemporização, o solo natural de Ipirá vai sendo lentamente "metabolizado" pelos ácidos orgânicos que compõe a solução do solo, aumentando a sua ação residual.
Análises detalhadas do produto detectaram a presença de trinta micronutrientes já identificados no solo natural de Ipirá, entre os quais fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, manganês, ferro, zinco, cobre, boro, molibdênio, cobalto, níquel, vanádio, silício, sódio em quantidades suficientes para substituir totalmente a adubação química.
Muito mais barato e melhor
Justamente esta ação residual trás, ao agricultor, vantagens financeiras. Todo agricultor sabe que os adubos químicos são altamente solúveis em água e isto tem dois efeitos: em primeiro lugar propicia uma "arrancada" vigorosa na planta, que nasce bonita e frondosa, mas logo perde o vigor, havendo necessidade de novas aplicações durante as fases de crescimento. E se chover depois de cinco dias de aplicado, o adubo químico corre o risco de ser todo perdido. Além disso, no ano seguinte haverá a necessidade de se aplicar novamente a mesma quantidade de adubo químico. Com o solo natural de Ipirá isto não acontece. Justamente devido à sua lenta absorção pelo solo uma única aplicação produz uma absorção mais regular e uniforme durante todo o período de produção e deixa um resíduo que chega a 40% na lavoura. Assim, no ano seguinte, haverá necessidade de se colocar apenas 60% do volume de adubos e não mais 100% como na adubação química. Em três anos, por exemplo, quem utiliza somente adubo químico terá que comprar e aplicar a mesma quantidade (por exemplo, 3 toneladas em 3 alqueires), ao passo que quem aplica o solo natural de Ipirá aplicará apenas 1,4 toneladas, isto é, 52% menos. Em três anos, terá ganho um ano e meio de aplicação a menos.
"O preço inicial já é 25% menor", informa o gerente comercial João Paulo Godinho, mostrando que isto é possível porque o solo natural de Ipirá não tem os levados custos de importação dos fertilizantes químicos e da própria adição dos componentes aceleradores artificiais.
Resultados práticos
"Fiz uma experiência com o solo natural de Ipirá e pude constatar que a produtividade inicial é a mesma dos demais adubos, mas já ganhei no preço e no volume de aplicações", informa o Sr. José Ghisi, de Ivaiporã-PR, que produz milho safrinha e feijão.
O agricultor Antônio Scremin, que plantou milho safrinha e trigo e utilizou o solo natural de Ipirá experimentalmente também está muito satisfeito e vai aumentar a aplicação. "Ganhei dinheiro", diz, satisfeito.
"Apliquei o solo natural de Ipirá na plantação de moranguinhos e de feijão e pude constatar que as plantas não perderam o vigor, mesmo com um breve período de estiagem", disse o agricultor Manoel Onofre, referindo-se à característica de lenta absorção deste adubo natural .
Artigo publicado por Lillian em 21/7/2008 22:19:00. Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores.
Fonte:
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