
Há dois anos, exatamente no dia 31 de agosto de 2006, o A3 nacional deixava de ser fabricado na planta da Volkswagen/Audi em São José dos Pinhais (PR). O modelo, até então construído na plataforma do VW Golf, foi substituído pelo A3 importado da Alemanha. Maior, melhor e mais caro, o hatch alemão elevou o A3 a uma categoria superior de conforto e desempenho, mas deixou de ser um campeão de vendas. Por isso, ainda chama, e muito, a atenção nas ruas. Com dupla embreagem, câmbio automatizado S-tronic foi desenvoldido nas pistas. O G1 andou na versão topo de linha A3 Sportback 2.0, com motor turbo de 200 cavalos de potência e câmbio automatizado S-tronic (a partir de R$ 145,5 mil), que garantem um desempenho esportivo e comportamento um tanto energético ao modelo. Qualquer pisadinha um pouco mais animada no acelerador, o motor logo despeja uma cavalaria de potência nas rodas dianteiras e fazem o controle de tração ‘suar’ para evitar que giros em falso. Divulgação Opcionais, cortinas de proteção do teto solar deixam passar muita luminosidade. A suspensão tem regulagem firme priorizando a estabilidade, mas acaba incomodando um pouco nas esburacadas ruas da capital paulista. Às vezes, chega a dar dó quando as belas rodas de liga leve de 17 polegadas caem em um dos inúmeros buracos. Mas o ponto alto do A3 avaliado é o câmbio automatizado S-tronic, desenvolvido nas pistas e que equipa também o Audi TT. O funcionamento prático é igual ao de um automático, mas a caixa de câmbio é mecânica. Audi A3 leva 7,2 s para atingir 100 km/h Um ‘robô’ fica responsável por monitorar o motor, acionar a embreagem e trocar a marcha automaticamente – sistema parecido ao Dualogic (Fiat) e do Easytronic (Chevrolet). Apenas parecido, já que o câmbio da Audi tem dupla embreagem e não apenas uma como os modelos mais simples. Uma das embreagens fica responsável pela troca das marchas ímpares e a outra, pelas pares. Quando você está em primeira marcha, por exemplo, a segunda já está pré-engatada pronta para ser usada em milésimos de segundo. Para se ter uma idéia, o modelo com câmbio manual, que sempre é mais rápido que o similar automático, leva 7,2 segundos para atingir os 100 km/h. Segundo a Audi, o A3 S-tronic – que é automatizado – precisa de apenas 7 segundos. Além do modo convencional “D” (drive) o sistema ainda entrega o “S” (sport), no qual as trocas são feitas com os giros do motor mais elevados. O motorista que preferir, ainda pode trocar as marchas manualmente na alavanca de câmbio ou nas borboletas atrás do volante. O acabamento é primoroso, com todas as peças devidamente encaixadas. Os materiais são agradáveis ao toque como o painel de espuma emborrachada e os bancos de couro. Como a versão avaliada contemplava todos os opcionais, não faltavam mimos como o sistema de som BOSE, sensor de estacionamento, retrovisores externos aquecidos, ajustes elétricos dos bancos dianteiros e faróis bixenônio com esguicho lavador. Os únicos incômodos entre os opcionais são as cortinas de proteção do teto solar “Open Sky” (apenas a parte frontal pode ser aberta), que deixam passar muita luz do Astro Rei. Mas quem optar pelo modelo sem opcionais não ficará desprovido de tecnologia, uma vez que o A3 vem equipado com quatro airbags, ar-condicionado dual-zone, retrovisor interno eletrocrômico, espelhos externos com ajuste elétrico e antiofuscantes, controle de estabilidade, freios a discos nas quatro rodas com ABS, distribuição eletrônica das forças e auxílio à frenagem de emergência, entre outros. Um modelo bem mais avançado que o antecessor, mas que o A3 nacional deixou saudade, deixou.

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